Qual o seu percurso profissional antes do imobiliário?

O meu nome é Ricardo Silva, sou licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e, antes de entrar no mundo da Consultoria Imobiliária, construí uma carreira de 25 anos na área financeira.

Durante mais de duas décadas trabalhei em empresas ligadas à Construção Civil e Obras Públicas, tendo assumido funções de crescente responsabilidade e liderança. Na minha experiência mais recente liderava uma equipa de quatro pessoas. 

Toda esta experiência foi fundamental para compreender não só como funciona aquilo que está por trás do produto final do ramo imobiliário, os imóveis, mas também para saber lidar com pessoas com características completamente distintas, orientando-as para um objetivo comum: a concretização de resultados.

Que receios tinha antes de mudar para o setor imobiliário?

Há já alguns anos que trazia comigo a vontade de entrar neste ramo. No entanto, existiam vários receios naturais associados a uma mudança tão significativa.

Perguntava-me frequentemente:

  • Vou abandonar uma carreira construída durante 25 anos na área financeira para entrar numa área comercial onde não tenho qualquer experiência?

  • Vou abdicar de uma estabilidade financeira conquistada ao longo dos anos e de um contexto de segurança por trabalhar por conta de outrem?

  • Conseguirei destacar-me num mercado onde existem consultores imobiliários com muito mais experiência e uma quota de mercado já consolidada?

Apesar de todas estas dúvidas, decidi seguir em frente com este projeto pessoal.

Hoje, cerca de seis meses depois de ter entrado neste novo mundo, posso dizer que todos estes receios foram ultrapassados de tal forma que, quando estou a escrever este texto, tive até alguma dificuldade em lembrar-me deles.

O que o ajudou a ultrapassar os desafios iniciais?

Para isso acontecer, houve três fatores que considero fundamentais:

  • Resiliência;

  • Vontade de aprender;

  • Foco no que estava a fazer.

Hoje posso afirmar com toda a segurança que, nesta atividade, quem se dedica de corpo e alma, está disposto a investir tempo no seu dia a dia e tem vontade constante de aprender, reúne todas as condições para singrar e construir uma carreira de sucesso.

A minha experiência profissional na área financeira também me permitiu trazer algumas valências importantes para esta atividade, nomeadamente:

  • Gestão das expectativas das pessoas;

  • Trabalho rigoroso com o património e o dinheiro de terceiros;

  • Capacidade de manter a tranquilidade perante dificuldades e desafios;

  • Competências de gestão, organização e planeamento estratégico.

Como foi a sua integração no Grupo Viva?

Além das características pessoais, tenho muito a agradecer a toda a equipa do Grupo Viva pelo apoio que me foi dado desde o primeiro dia.

Desde os Brokers ao Staff de Apoio, passando pelos Diretores Comerciais e pelos colegas consultores com mais experiência, todos tiveram disponibilidade para ajudar, aconselhar e partilhar conhecimento.

Durante o primeiro mês foi-me proporcionada muita formação nas áreas fundamentais da atividade, nomeadamente:

  • Clientes compradores;

  • Clientes vendedores;

  • Análise documental;

  • Maxwork;

  • Intermediação de crédito, etc.

Esta formação permitiu-me criar uma base sólida para desenvolver os meus conhecimentos e iniciar a atividade com confiança.

Como surgiu a sua primeira angariação?

Ao fim de apenas quinze dias desde a minha entrada no Grupo Viva, consegui a minha primeira angariação: um apartamento T2 em Mafra.

Curiosamente, o cliente vendedor trouxe também consigo uma oportunidade de compra, o que acabou por ser o cenário ideal para quem estava a iniciar atividade. Enquanto absorvia toda a informação teórica da formação, fui obrigado a colocá-la em prática desde o primeiro momento.

Foi uma experiência intensiva, mas extremamente enriquecedora.

Qual foi o primeiro grande desafio da sua carreira imobiliária?

Quando encontrei o cliente comprador para esse apartamento estava longe de imaginar as dificuldades que surgiriam no processo de aprovação do crédito.

Tratava-se de um casal jovem que ia comprar a sua primeira habitação. A situação era particularmente desafiante porque a compradora não tinha nacionalidade portuguesa e existiam dificuldades adicionais relacionadas com os fiadores disponíveis para o processo.

Foi um percurso que demorou cerca de três meses até à sua concretização, marcado por muitos avanços e recuos. Em determinados momentos chegou mesmo a parecer impossível chegar a bom porto.

O primeiro grande momento de orgulho surgiu quando recebi a confirmação do banco com a data da escritura da minha primeira venda.

Curiosamente, essa escritura realizou-se precisamente no dia e à hora em que ocorreu o fenómeno raríssimo do eclipse total do Sol. Pode dizer-se que, nesse dia, os astros estavam literalmente alinhados.

No dia seguinte foi ainda possível celebrar a escritura do negócio de compra dos meus clientes.

O que mais lhe surpreende nesta atividade?

Desde então já concretizei mais quatro negócios e tenho vários outros processos em desenvolvimento.

Cada negócio fechado representa um enorme momento de satisfação. Não apenas por ser mais um objetivo pessoal alcançado, mas principalmente porque tenho a oportunidade de contribuir para a concretização do sonho de alguém.

Porque esta é, acima de tudo, uma profissão feita de pessoas.

É extremamente gratificante ver o rosto de felicidade de clientes que, há poucos meses, eram completos desconhecidos e que, no momento da escritura, nos agradecem pelo trabalho realizado e demonstram vontade de recomendar os nossos serviços a familiares e amigos.

Na minha opinião, um dos maiores valores do ser humano é precisamente a capacidade de ajudar o próximo.

Se pudesse voltar atrás, faria a mesma escolha?

Sem qualquer dúvida.

Quando olho para a decisão que tomei há seis meses, vejo que este era o caminho que tinha de seguir.

Sinto-me integrado, focado e realizado nesta atividade. Não me vejo a mudar de área no futuro.

Estou na atividade certa e na empresa certa. E, se me arrependo de alguma coisa, é apenas de não ter tomado esta decisão mais cedo.

O balanço tem sido extremamente positivo, não apenas pelos resultados financeiros alcançados, mas também pela rapidez com que consegui adaptar-me e crescer nesta nova realidade.

Ainda assim, mesmo que os resultados tivessem demorado mais tempo a surgir, acredito que a minha decisão teria sido exatamente a mesma.

Que conselho deixa a quem está a pensar mudar para o imobiliário?

A quem está hoje na mesma posição em que eu estava há alguns meses, deixo uma mensagem simples: se colocarem empenho, foco, determinação e vontade de aprender naquilo que fazem, terão todas as condições para obter o sucesso.

O imobiliário dá trabalho, mas é também uma atividade que proporciona resultados extremamente gratificantes, tanto a nível profissional como pessoal.

Um grande VIVA a todos os que lerem este artigo!